Quem decide o que é chique: a engenharia social do bom gosto

Um mesmo objeto pode ser refinado numa estante e ordinário na estante ao lado. Bourdieu, Holt, Pomeranz, Said, Fanon, Nye e Caio Prado descrevem, cada um de seu ângulo, o maquinário que transforma diferença de gosto em hierarquia — e mostram que a pergunta "isto é sofisticado?" nunca é sobre o objeto.

Sip Dölyn Editorial17 de setembro de 202616 min de leitura
Vitrine de vidro em galeria de museu exibindo dezenas de peças de cerâmica e louça organizadas em prateleiras iluminadas.
Vitrine na Galeria de Cerâmica do Victoria and Albert Museum, em Londres. Imagem ilustrativa: não retrata um caso específico discutido na matéria, mas o mecanismo institucional de consagração do gosto que ela analisa. · 14GTR · CC0 · Wikimedia Commons Fonte

Pegue um romance policial, um livro de ficção científica, uma revista de quadrinhos. Coloque os três numa estante ao lado de literatura e música de vanguarda: eles aparecem como sinais de ousadia e liberdade, ativos culturais de prestígio. Agora mova os mesmos três volumes para uma estante onde formem uma constelação típica do gosto médio. Ali, escreveu Pierre Bourdieu com a crueldade de quem já sabe a resposta, eles aparecem como aquilo que são: substitutos simples de bens culturais legítimos.

Nada mudou no papel, no desenho, na trama. Mudou a companhia. E é esse o ponto de partida incômodo: se o mesmo objeto pode ser refinado numa estante e ordinário na estante ao lado, então sofisticação não é uma propriedade das coisas. É um veredito. Vereditos têm autores, critérios e beneficiários — e esta é uma matéria sobre quem os emite.

O gosto que jura ter nascido pronto

O primeiro maquinário é o mais invisível, porque opera disfarçado de sensibilidade pessoal. Bourdieu chama atenção para uma coincidência de vocabulário que quase ninguém nota: "gosto" designa ao mesmo tempo a faculdade de julgar intuitivamente valores estéticos e a capacidade de discernir o sabor dos alimentos. Essa ambiguidade, argumenta ele, serve normalmente para sustentar a ilusão de geração espontânea — a disposição cultivada se apresentando como se fosse disposição inata. Alguém simplesmente tem bom gosto, como tem olhos castanhos.

A estratégia de Bourdieu é justamente recusar essa separação: puxar o gosto elaborado pelos objetos mais refinados de volta para o mesmo plano do gosto elementar pelo sabor da comida. E tratar o consumo dos bens culturais mais legítimos como aquilo que ele é, do ponto de vista sociológico: um caso particular de competição por bens raros.

Competição pressupõe recursos desigualmente distribuídos, e aqui aparece a distinção que organiza boa parte de Distinction: capital cultural herdado em casa não é a mesma coisa que capital cultural certificado pela escola. Bourdieu dá um exemplo miúdo e revelador. Membros da nova pequena burguesia e professores primários têm capital escolar parecido, mas os primeiros herdaram mais capital cultural — e o resultado é que conhecem muitos mais diretores e muito menos compositores. Diploma igual, repertório diferente, e cada repertório vale mais em um mercado diferente.

Porque há mercados. Bourdieu observa que cada espaço social — a família, a escola — funciona tanto como lugar onde a competência é produzida quanto como lugar onde ela recebe seu preço. Seria de esperar que a escola pagasse o melhor preço pela cultura escolar, e que os salões, os jantares, as entrevistas de admissão, as reuniões de conselho valorizassem a relação familiar, desenvolta, com a cultura. Só que não é tão simples: até dentro do mercado escolar os produtos do modo escolar de aquisição podem ser desvalorizados como "escolares". A marca do esforço atrapalha.

Essa é a regra tácita mais eficiente do sistema. Nas ocasiões mundanas não existe questionário fechado, não existe exame; existe espaço ilimitado para a arte de jogar com as aparências. Quem estudou para estar ali corre o risco de parecer que estudou. E o vocabulário está carregado de antemão: Bourdieu nota que a oposição entre o "escolástico" — ou pedante — e o mondain, o elegante sem esforço, está no centro dos debates sobre gosto e cultura em toda época, e que nenhum dos termos é neutro. O mesmo adjetivo é elogio ou insulto dependendo de quem fala. As maneiras, e sobretudo a maneira de se relacionar com a cultura legítima, são objeto de luta permanente.

E a saída pela porta de trás — declarar-se acima disso, alheio a hierarquias — também está prevista. "Nunca se pode escapar inteiramente da hierarquia das legitimidades", escreve Bourdieu. Recusar o jogo é uma posição dentro do jogo.

Quem vende o veredito

Bourdieu descreve a demanda. Falta o outro lado do balcão — e é aí que entra Douglas Holt, que estuda marcas a partir de uma pergunta desconfortavelmente concreta: de onde vem a disposição do consumidor de pagar mais por um produto que, em tudo o mais, é equivalente aos outros?

A resposta usual é que a marca ocupa um lugar na cabeça do consumidor. Holt discorda quando se trata das marcas que ele chama de icônicas. Nesses casos, diz ele, a marca é um símbolo, e seu valor é um fenômeno coletivo — não a soma de conexões individuais. O sucesso dos mitos que a marca contou no passado constrói uma reputação: ela se torna conhecida por narrar um certo tipo de história, útil para lidar com certos desejos e ansiedades sociais. Desses mitos anteriores nascem dois ativos, na formulação de Holt: autoridade cultural e autoridade política.

Autoridade cultural, no exemplo que ele desenvolve, é o que a Budweiser conquistou ao assumir o comando das histórias americanas sobre como os homens encontram respeito e camaradagem. Depois de "This Bud's for You", os consumidores passaram a reconhecer a marca como uma instância autorizada para esse tipo de mito, independentemente do conteúdo específico. Holt define o ativo com precisão quase jurídica: é a expectativa coletiva de que aquela marca pode e deve contar determinado tipo de história.

Note o que isso faz com a ideia romântica de criatividade publicitária. Holt insiste que em branding não existe criatividade pura. A Volkswagen, na reconstituição dele, tinha a contradição social certa na mira desde a apresentação de agência, em 1994 — e só em 1997 conseguiu montar um mito que funcionasse. O que separa as campanhas memoráveis das outras não é verve criativa, que abundava nas concorrentes, mas criatividade colocada a serviço de uma estratégia cultural tácita: escolher o mercado de mitos, descrever o mundo popular em que a marca vai habitar, ganhar legitimidade junto aos insiders que controlam esse mundo, demonstrar fidelidade aos valores dele.

E o ativo é perecível de um modo específico. Segundo Holt, mitos de identidade acabam falhando não porque um concorrente atacou, mas porque mudanças sociais drenam seu valor: o que parecia sólido como rocha num ano pode se desfazer no seguinte. Ele cita a Budweiser patinando em experimentos sem saída durante a maior parte dos anos 1990, a Volkswagen levando duas décadas para recuperar estatura icônica, e Miller, Levi's e Cadillac como marcas que ainda não se recuperaram.

Manuais de bom gosto e o escândalo do criado bem-vestido

A engrenagem seguinte é histórica, e vem de um lugar inesperado: a comparação entre Europa e Ásia feita por Kenneth Pomeranz. Ao examinar o consumo nos séculos XVII e XVIII, ele registra que na China, no Japão e na Europa ocidental há indícios de um "sistema de moda" emergente, com participação ampla de várias classes — inclusive guias sobre o uso apropriado e elegante das mercadorias. Manuais de bom gosto, em suma. Na Índia, capitais regionais se tornaram centros de consumo de elite imitativo, muito parecidos com as múltiplas cortes europeias, e o luxo crescente parece ter sido um dos motores da economia; mas ali a demanda por luxo permanecia fortemente concentrada na aristocracia, e sistemas antigos de "cupom" — nos quais o status raciona o acesso a um conjunto estável de mercadorias especiais — mantiveram boa parte da força. O consumismo, conclui Pomeranz, avançou menos.

O mecanismo que ele propõe para explicar a diferença é o mais interessante para a nossa pergunta. Marcar status por meio de objetos é uma alternativa a marcá-lo pelo tamanho da criadagem. Na China e na Europa ocidental, a queda no número de servos e arrendatários vinculados — desde pelo menos o século XVI — somada à urbanização das elites tornou difícil manter grandes séquitos; no Japão, forças sociais e econômicas empurraram na mesma direção. O prestígio migrou das pessoas ao redor para as coisas.

E aqui vem a reviravolta. Enquanto os criados estavam plenamente incorporados à casa do senhor, vestir com fineza os mais visíveis fazia parte da demonstração de riqueza da própria família da elite. Quando os criados passaram a ser inferiores mas independentes, qualquer ostentação que fizessem tendia a ser condenada como imprópria e até perigosa — afirmação indevida de si. Daí, observa Pomeranz, a profusão de documentos condenando o consumo popular na China, no Japão e na Europa. As mesmas roupas finas, no mesmo corpo: elogio quando o corpo era acessório do patrão, escândalo quando passou a ser de alguém.

A hierarquia que veio de fora

Nada disso, no entanto, explica por que tantas hierarquias de gosto vêm com endereço geográfico embutido. Para isso é preciso sair do interior de uma sociedade e olhar a ordenação de culturas entre sociedades — o terreno de Edward Said.

No auge do alto imperialismo, no começo do século XX, Said identifica uma fusão conjuntural entre duas coisas: de um lado, os códigos historicizantes da escrita europeia, que postulavam um mundo universalmente disponível ao escrutínio impessoal e transnacional; de outro, um mundo massivamente colonizado. O objeto dessa visão consolidada, escreve ele, é sempre uma vítima ou um personagem severamente limitado, permanentemente ameaçado de punição, e — a expressão é dele — "ontologicamente excluído" por não possuir os méritos do forasteiro que conquista, inspeciona e civiliza.

Para a vítima, o imperialismo oferece estas alternativas: servir ou ser destruído.
Edward W. Said

Said acrescenta uma observação sobre o regime de fala: no seu período triunfante, o imperialismo tendia a licenciar apenas o discurso cultural formulado de dentro dele — e o pós-imperialismo, diz ele, permitiu principalmente um discurso de suspeita por parte dos povos antes colonizados e, no máximo, de evasão teórica por parte dos intelectuais metropolitanos. Ele situa a mudança na relação entre cultura ocidental e império ao lado de dois episódios anteriores: a redescoberta da Grécia no Renascimento humanista e o "Renascimento Oriental", entre fins do século XVIII e meados do XIX, quando as riquezas culturais da Índia, da China, do Japão, da Pérsia e do Islã se fixaram no horizonte europeu. Quem cataloga decide a ordem do catálogo.

Falta a etapa subjetiva: como uma classificação externa se torna critério interno de valor. É o problema de Frantz Fanon. Todo povo colonizado, escreve ele, se encontra frente a frente com a língua da nação civilizadora — e o colonizado se eleva na proporção em que adota os padrões culturais da metrópole. O domínio da língua, diz Fanon, confere um poder notável; quem conhece a metrópole volta como um semideus. Ele chega a oferecer o paralelo doméstico, quase gentil: o lionês em Paris, a província diante da capital, alguém que voltou da cidade grande e não para de elogiá-la.

Mas Fanon recusa terminantemente a leitura psicológica que faria desse sentimento algo anterior à colonização. Discutindo um autor que sugeria que o complexo de inferioridade estaria latente desde a infância, ele responde que o sentimento de inferioridade do colonizado é o correlato do sentimento de superioridade do europeu.

Tenhamos a coragem de dizê-lo abertamente: é o racista que cria o seu inferior.
Frantz Fanon

E há a armadilha final, que Fanon descreve com frieza clínica: o colonizado instruído descobre, de repente, que é rejeitado por uma civilização que ele no entanto assimilou. Enquanto aceita o lugar de dependência, tudo vai bem; se lhe passa pela cabeça ser igual ao europeu, o europeu se indigna e expulsa o arrivista. O ingresso no gosto legítimo estava prometido, não garantido.

Por que a origem funciona como certificado — e por que não funciona sempre

Impérios formais acabaram; a geografia do prestígio não. Joseph Nye trata a atratividade cultural como recurso de poder, ao lado de instituições, valores e políticas — em contraste com força, pagamentos e sanções. O soft power de um país, na formulação dele, repousa sobre três coisas: sua cultura, nos lugares em que ela é atraente para os outros; seus valores políticos, quando ele os honra em casa e fora; e sua política externa, quando é vista como legítima. Nye distingue a alta cultura — literatura, arte, educação, que atrai elites — da cultura popular, voltada ao entretenimento de massa, e lembra que um ex-ministro das Relações Exteriores francês explicou o poder americano dizendo que os Estados Unidos "inspiram os sonhos e os desejos dos outros" graças ao domínio das imagens globais pelo cinema e pela televisão. Nada de novo, aliás: já em 1939 o realista britânico E. H. Carr listava o poder sobre a opinião ao lado do militar e do econômico.

Nye cita pesquisas segundo as quais a cultura popular fez os Estados Unidos parecerem, para os outros, "excitantes, exóticos, ricos, poderosos, definidores de tendência — a ponta de lança da modernidade e da inovação". É exatamente o vocabulário com que um consumidor descreve um produto que considera sofisticado.

Só que o próprio Nye passa boa parte do capítulo brigando com essa leitura. Confundir recurso cultural com atração é erro grave, insiste ele: Coca-Cola e Big Mac não fazem ninguém amar os Estados Unidos no mundo islâmico; vinhos e queijos excelentes não garantem atração pela França; o sucesso de Pokémon não assegura ao Japão os resultados que ele deseja. Sérvios que comiam no McDonald's apoiavam Milosevic. Filmes americanos que tornam o país atraente na China ou na América Latina podem produzir o efeito inverso na Arábia Saudita ou no Paquistão. A eficácia de qualquer recurso de poder, escreve Nye, depende do contexto — tanque é péssimo recurso militar em pântano.

Ou seja: a origem nacional é matéria-prima de prestígio, não certificado automático. Ela precisa ser ativada por alguém — e alguém, como mostrou Holt, faz disso profissão.

O que sobrou da conta colonial

Falta a versão local do problema, e ela tem documentação econômica. Caio Prado Jr. descreve a economia colonial brasileira como empresa mercantil de exploração dos trópicos, inteiramente voltada para o comércio internacional, no qual figurava apenas como fornecedora dos gêneros de sua especialidade. O eixo era a corrente de exportação — produtos tropicais, ouro, diamantes — destinada, via metrópole, ao abastecimento do comércio internacional. Em torno desse eixo se dispunham os setores acessórios: o tráfico africano, que fornecia a mão de obra; o abastecimento de subsistência para a população empregada direta ou indiretamente naquela produção; e, nas palavras dele, "em proporções ínfimas, os que fazem um pouco mais agradável a vida daqueles que dirigem a empresa".

Guarde essa última linha. O conforto da classe dirigente colonial era um fio de importação atravessando uma estrutura montada para outra finalidade — e atravessando-a pelas mãos de Portugal, que, situado a meio caminho daquela corrente, se fazia intermediário imposto entre a colônia produtora e os mercados de consumo. Caio Prado registra que cerca de dois terços da exportação do reino para outros países se faziam com mercadorias da colônia, sem contar ouro e diamantes. Quando a colônia começou a se desprender, a palavra de ordem em Lisboa virou "recolonizar o Brasil", e a crise constitucional de 1820 teve aí uma de suas causas principais. Adam Smith, que não era inimigo do comércio, havia observado que o monopólio do comércio colonial desviava capital de rotas próximas para rotas distantes, e de um comércio direto para um comércio indireto. O caminho longo não era acidente: era desenho.

E o mesmo material podia ter dois destinos morais. O algodão, anota Caio Prado, era produzido sobretudo para o mercado externo; dentro da colônia, seu consumo era secundário e de mínima expressão, servindo à confecção de tecidos grosseiros para vestimenta de escravos. A fibra que saía pelo porto e o tecido áspero no corpo cativo — a distância entre eles não estava na planta.

Cabe uma ressalva honesta: Caio Prado documenta a estrutura econômica, não o gosto das gerações seguintes. A ponte entre "o agradável vinha de fora, em proporção ínfima e pela mão da metrópole" e "fino, aqui, ainda tende a significar importado" é leitura nossa, não afirmação dele. O que a obra sustenta é mais modesto e mais duro: a economia estava organizada para que o refinamento chegasse de navio.

O circuito, e o que ele permite prever

Juntas, as peças descrevem um circuito. Bourdieu explica como diferenças de aquisição cultural se convertem em hierarquia de sensibilidade que se apresenta como natural. Pomeranz mostra o momento histórico em que o status se mudou das pessoas para os objetos — e como, a partir dali, o consumo popular passou a ser objeto de condenação escrita. Said e Fanon explicam por que a hierarquia tem coordenadas geográficas, e como uma classificação imposta de fora se instala como critério íntimo de valor. Nye descreve o prestígio nacional como recurso disponível — atraente em alguns contextos, inerte ou contraproducente em outros. Holt mostra quem embala tudo isso e vende, com sobrepreço, o direito de participar.

E o circuito faz uma previsão. Se o valor de um objeto depende do sistema de objetos em que ele está colocado, como argumenta Bourdieu, e se os mitos que sustentam o desejo perdem valor quando a sociedade se desloca, como argumenta Holt, então reversões de status não são anomalias — são o funcionamento normal da máquina. O que hoje é vulgar tem chance estatística de ser reclassificado amanhã, não porque melhorou, mas porque mudou de vizinhança. O quadrinho passa da estante do gosto médio para a da vanguarda, e o preço acompanha.

Duas coisas esta leitura não alcança, e vale dizer com clareza. Nenhum destes autores escreveu sobre consagração algorítmica, sobre plataformas que distribuem legitimidade cultural em escala, ou sobre a economia contemporânea dos conglomerados de luxo; aplicar o circuito a esse terreno é extrapolação, e extrapolação sem evidência não é conclusão. E Pomeranz já avisa que o maquinário não é universal na mesma forma: onde o status continuou racionando o acesso a um conjunto estável de mercadorias, o sistema de moda avançou menos. Não existe uma lei única do bom gosto — existem arranjos, e eles têm história.

O que sobra é uma tradução de pergunta. "Isto é sofisticado?" é sempre, em alguma medida, "quem tem o poder de dizer que é?". Reconhecer o maquinário não abole o gosto: ninguém escapa inteiramente da hierarquia das legitimidades, e Bourdieu foi o primeiro a dizer isso. Muda apenas o que você sabe estar assinando. Said escreveu que o recurso ao passado é uma das estratégias mais comuns de interpretação do presente, e que o que a torna tão aflitiva não é só o desacordo sobre o que aconteceu, mas a incerteza sobre se o passado é mesmo passado — encerrado, concluído — ou se ele continua, talvez em outras formas. O quadrinho ainda está na estante. Decida você de qual lado ele foi posto, e por quem.

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  • Bourdieu
  • Said
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Referências

  1. Edward W. Said. Culture and imperialism. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 1994
  2. Pierre Bourdieu. Distinction. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 1996
  3. D. B. Holt. How Brands Become Icons. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 2004
  4. Joseph S. Nye, Jr.. Soft Power. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 2004
  5. Frantz Fanon. Black Skin, White Masks. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 2008
  6. Caio Prado Jr.. Formação do Brasil contemporâneo. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 1942
  7. Kenneth Pomeranz. The Great Divergence. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 1992
  8. Adam Smith. AN INQUIRY INTO THE NATURE AND CAUSES OF THE WEALTH OF NATIONS. Base de Dados Editorial Sip Dölyn. 2007

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